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A montadora chinesa Dongfeng Motor Corporation vai começar a vender seus veículos no Brasil e planeja, numa segunda etapa, abrir uma fábrica local. Executivos da companhia e uma delegação da província chinesa de Hubei estiveram ontem em São Paulo e se encontraram com empresários e com o presidente da Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade – Investe São Paulo, Mario Mugnaini Jr.
O vice-gerente-geral da Dongfeng, Zhou Qiang, apresentou a estrutura da empresa e os planos de expansão. “A internacionalização não é apenas uma escolha, mas uma necessidade. Queremos que o Brasil seja nossa porta de entrada para a América do Sul, já que é o país mais forte na América Latina”, disse Qiang por meio de uma nota.

No encontro, foi assinado um acordo de cooperação com um parceiro que representará a marca no Brasil, o grupo Ipanema, que atua na área de revendas de veículos.

A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) apresentou aos chineses um balanço dos veículos automotores no mercado brasileiro. Já o presidente da Investe São Paulo mostrou as vantagens competitivas de São Paulo e os incentivos que o governo paulista oferece para indústrias do setor automotivo.

“Além de fatores como logística, condições de infraestrutura, recursos humanos e mercado consumidor, o Estado possui o Programa Estadual de Incentivo ao Investimento pelo Fabricante de Veículo Automotor (Pró-Veículo), que prevê a suspensão do pagamento do ICMS para a aquisição de mercadorias, equipamentos, partes e peças”, afirmou Mugnaini.

Recentemente, outro grupo chinês, o Chery, anunciou a construção de uma fábrica em Jacareí (SP), com previsão de início de operações em 2013. O projeto vai consumir investimentos de cerca de R$ 700 milhões.

Fuente: O Estado de S. Paulo (21/10/2010).

La planta brasileña de Chery se emplazaría sobre un terreno de 1.5 millones de m2 sobre la ruta que une San Pablo con Río de Janeiro y estaría lista para comenzar a producir en el año 2013. La capacidad instalada en un comienzo le permitiría fabricar entre 150 y 170 mil unidades por año y el primer producto sería el identificado como proyecto S18, un hatchback compacto para competir con el Volkswagen Gol y el Fiat Palio, que se está terminando de desarrollar en China.

A fines del mes de agosto ejecutivos de Chery llegarán a Brasil para firmar el acuerdo con las autoridades de Jacareí y convertirse así en la primera automotriz china en establecerse en suelo brasileño.

Fuente: Aftermarket (13/08/2010).

En 2013 Chery, automotriz de origen chino, tiene previsto comenzar su producción automotriz en Brasil. Para eso, la firma tiene planea instalar una planta automotriz en las cercanías de Sao Paulo mediante una inversión de US$700 millones.

La planta productiva contará con una capacidad de producción inicial que variará entre 150 mil y 170 mil vehículos anuales.

La operación constituirá la primera instalación de un fabricante automotriz chino en el gigante sudamericano, para lo que a fines de este mes un grupo de ejecutivos de Chery viajará a Brasil a objeto de firmar un memorando de entendimiento con autoridades locales de Sao Paulo, el estado más rico del país.

Primer modelo. El primer auto chino a fabricarse en Brasil corresponderá a un modelo pequeño, identificado como proyecto S-18, que estaría en el rango entre los modelos Gol (Volkswagen) y Palio (Fiat), de acuerdo a fuentes conocedoras de las negociaciones.

La operación comenzará con la importación de kits de montajes automotriz y la nacionalización de las piezas vehiculares será gradual, de acuerdo a O Estado de Sao Paulo.

La instalación de Chery en Brasil se espera que sea la antesala para la futura participación productiva de otras marcas del país asiático, como Lifan y se da en el marco de la instalación de nuevas fábricas automotices desde 2012, pertenecientes a Hyundai y Toyota.

Fuente: América Economía (05/08/2010).

Chery continúa expandiéndose en el Mercosur, ya que, según el sitio Automundo Uruguay, a partir de septiembre comenzará a construir el modelo A1 en Uruguay, país en el que fabrica el Tiggo. Oscar Ramos, director de Relaciones Institucionales de Chery-Oferol, fábrica uruguaya de la sociedad Chery-Socma, confirmó que a partir de septiembre comenzará la producción del modelo A1 en la planta de Carrasco. Ramos definió el A1 como “el primer auto mundial de Chery con diseño italiano e interiores ingleses, que apunta al segmento medio del mercado”.

El A1 es un monovolumen del segmento chico, con cinco puertas, 3,7 metros de largo y 1000 kilos. En China se ofrece con dos motorizaciones nafteras de cuatro cilindros y 16 válvulas: 1.1 litros de 68 HP y 1.3 litros de 83 HP. El equipamiento de seguridad se limita a frenos ABS con EBD y cinturones de seguridad para cinco pasajeros.

Fuente: La Nación (24/07/09)

 

Os chineses estão chegando. A maior fábrica de automóveis daquele país, a Chery, comunicou a decisão de montar uma fábrica no Brasil. A aposta é de que o primeiro carro chinês produzido aqui chegará ao mercado no final de 2011. Não há definições de local para a fábrica – sempre um processo bem favorável ao investidor pela guerra fiscal vigente entre estados no Brasil. Porém, a presidência da Chery anunciou investimentos entre US$ 500 milhões e US$ 700 milhões para a instalação da fábrica brasileira. A capacidade de produção já foi definida e ficará em torno de 100 mil a 150 mil veículos anuais.

A indústria automobilística chinesa tem características bem diferentes de suas concorrentes internacionais. Atualmente, a China conta com pouco mais de 120 fábricas, várias delas de pequeno porte, que atingiram no ano passado produção superior a 8 milhões de unidades. O objetivo é produzir 12 milhões de carros em 2010. Como é comum a instalação de fábricas de autos com produção em torno de 150 mil unidades, essa meta significa que, neste ano e no próximo, no mínimo 13 novas fábricas devem ser abertas. Na prática, a decisão da Chery indica que o investimento de uma dessas plantas industriais dessa montadora foi deslocada para o Brasil. Vale lembrar que a Chery foi fundada em 1997, com 100% de capital estatal chinês. Até 2006 tinha produzido 1 milhão de carros. Hoje a Chery tem quatro fábricas em território chinês, uma de transmissão e outras duas de motores. Porém, já montou subsidiárias em oito países antes do anúncio da fábrica brasileira. Com 20 mil funcionários a empresa produzirá neste ano 650 mil carros. O maior alvo dos chineses é fazer do Brasil base de exportação para a América Latina. A direção da montadora já comunicou a pretensão de vender seus modelos primeiro no âmbito do Mercosul. A base de operação para venda da marca, já montada no Brasil, será o ponto de sustentação para futura fábrica.

O Brasil pode ter significativo ganho de competitividade com a chegada da primeira montadora chinesa no mercado nacional. Na verdade, a decisão anunciada se encaixa em amplo plano quinquenal de relacionamento comercial entre Brasil e China, para o período de 2010 a 2014. Há metas bem definidas para o futuro do comércio bilateral entre os dois países, com investimentos previstos e acordos de cooperação para várias áreas e setores. Os primeiros pontos desse acordo devem ser assinados na visita do presidente Lula à China entre 18 e 20 de maio. O anúncio da concessão de financiamento chinês de US$ 10 bilhões à Petrobras, visando à participação na exploração da camada pré-sal, já faz parte desse processo de incentivo às relações bilaterais.

Por outro lado, a presença chinesa na corrente de comércio brasileira é crescente. Em março, o Brasil alcançou um superávit de US$ 508 milhões no comércio bilateral com Pequim. As exportações brasileiras para a China aumentaram 54,3% no mês passado pela média por dia útil, quando comparada com as médias do mesmo período de 2008. No primeiro trimestre, as exportações para o mercado chinês aumentaram 62,7%; já as importações da China recuaram 19,4%, na mesma comparação. No acumulado do trimestre, os chineses compraram praticamente o mesmo valor dos brasileiros do que os norte-americanos, US$ 3,4 bilhões e US$ 3,6 bilhões, respectivamente. Porém, em março os chineses ultrapassaram os Estados Unidos como os maiores compradores de produtos brasileiros. Esse intercâmbio ainda enfrenta arestas pela pressão dos chineses por maior abertura do mercado brasileiro. Por exemplo, condicionaram a plena liberação de frango para o mercado chinês, desde que a contrapartida brasileira inclua a importação de tripas de ovinos e caprinos usados na confecção de fios cirúrgicos.

Há, no entanto, sérias dificuldades de inserção de um automóvel chinês no mercado brasileiro. A presidência da Chery brasileira reconhece que o maior desafio da empresa é mostrar que uma marca chinesa pode ter “valor agregado e tecnologia avançada”. Essa companhia acredita que o consumidor brasileiro fará uma distinção entre uma marca que já está presente em oito países com as demais fabricantes de carros chinesas. É uma aposta complexa, apesar das constantes lembranças de que o mercado brasileiro também não conhecia os produtos das montadorasjaponesas e coreanas há pouco mais de uma década e hoje tais produtos ampliam constantemente suas fatias de participação no mercado nacional de automóveis. A economia chinesa tem fortes características de complementaridade com a brasileira. Investimentos chineses, inclusive no setor automobilístico, representam sinais importantes dessa complementaridade.

Fuente: Gazeta Mercantil (27/04/09)

 

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