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A montadora chinesa Dongfeng Motor Corporation vai começar a vender seus veículos no Brasil e planeja, numa segunda etapa, abrir uma fábrica local. Executivos da companhia e uma delegação da província chinesa de Hubei estiveram ontem em São Paulo e se encontraram com empresários e com o presidente da Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade – Investe São Paulo, Mario Mugnaini Jr.
O vice-gerente-geral da Dongfeng, Zhou Qiang, apresentou a estrutura da empresa e os planos de expansão. “A internacionalização não é apenas uma escolha, mas uma necessidade. Queremos que o Brasil seja nossa porta de entrada para a América do Sul, já que é o país mais forte na América Latina”, disse Qiang por meio de uma nota.
No encontro, foi assinado um acordo de cooperação com um parceiro que representará a marca no Brasil, o grupo Ipanema, que atua na área de revendas de veículos.
A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) apresentou aos chineses um balanço dos veículos automotores no mercado brasileiro. Já o presidente da Investe São Paulo mostrou as vantagens competitivas de São Paulo e os incentivos que o governo paulista oferece para indústrias do setor automotivo.
“Além de fatores como logística, condições de infraestrutura, recursos humanos e mercado consumidor, o Estado possui o Programa Estadual de Incentivo ao Investimento pelo Fabricante de Veículo Automotor (Pró-Veículo), que prevê a suspensão do pagamento do ICMS para a aquisição de mercadorias, equipamentos, partes e peças”, afirmou Mugnaini.
Recentemente, outro grupo chinês, o Chery, anunciou a construção de uma fábrica em Jacareí (SP), com previsão de início de operações em 2013. O projeto vai consumir investimentos de cerca de R$ 700 milhões.
Fuente: O Estado de S. Paulo (21/10/2010).
Great Wall Motor pretende tener en funcionamiento sus centros productivos a fines de 2012, para lo que está en conversaciones con empresas brasileñas y venezolanas y así afrontar las inversiones de manera conjunta.
Con el objetivo de contar con instalaciones en Sudamérica que le permitan producir 100 mil vehículos anuales y mejorar la calidad en la producción de los automóviles, la automotora Great Wall Motor instalará dos plantas automotrices en Brasil y Venezuela.
La instalación de la firma en la región, que se espera para fines de 2012, busca realizarse con empresas brasileñas y venezolanas para afrontar las inversiones requeridas de manera conjunta. De acuerdo a Infobae, ya ha logrado un principio de acuerdo en Brasil.
Wall, la firma china busca multiplicar el nivel de sus exportaciones a nivel mundial para el 2015 y alcanzar las 540 mil unidades. Para este año el nivel de exportaciones se ubica en un estimado de 60 mil automóviles, 50% más que la cifra registrada en 2009.
En ese marco, el presidente de Great Wall Motor, explicó que los márgenes de ganancias son mayores en los mercados foráneos que en el mercado chino, lo que explica el interés de la empresa por desarrollar sus exportaciones.
Junto a lo anterior, mejorar la calidad de producción es un punto prioritario para la empresa china. Se intentará revertir la imagen de bajo precio y baja calidad mejorando aspectos cualitativos de los automóviles, aunque manteniendo precios austeros.
Los planes de Great Wall para desembarcar en Sudamérica se suman a los planes de la también china Geely, que anunció hace algunas semanas su objetivo de instalar una planta automotriz en las cercanías de Sao Paulo.
Fuente: Amércia Economía (31/08/2010).
La planta brasileña de Chery se emplazaría sobre un terreno de 1.5 millones de m2 sobre la ruta que une San Pablo con Río de Janeiro y estaría lista para comenzar a producir en el año 2013. La capacidad instalada en un comienzo le permitiría fabricar entre 150 y 170 mil unidades por año y el primer producto sería el identificado como proyecto S18, un hatchback compacto para competir con el Volkswagen Gol y el Fiat Palio, que se está terminando de desarrollar en China.
A fines del mes de agosto ejecutivos de Chery llegarán a Brasil para firmar el acuerdo con las autoridades de Jacareí y convertirse así en la primera automotriz china en establecerse en suelo brasileño.
Fuente: Aftermarket (13/08/2010).
En 2013 Chery, automotriz de origen chino, tiene previsto comenzar su producción automotriz en Brasil. Para eso, la firma tiene planea instalar una planta automotriz en las cercanías de Sao Paulo mediante una inversión de US$700 millones.
La planta productiva contará con una capacidad de producción inicial que variará entre 150 mil y 170 mil vehículos anuales.
La operación constituirá la primera instalación de un fabricante automotriz chino en el gigante sudamericano, para lo que a fines de este mes un grupo de ejecutivos de Chery viajará a Brasil a objeto de firmar un memorando de entendimiento con autoridades locales de Sao Paulo, el estado más rico del país.
Primer modelo. El primer auto chino a fabricarse en Brasil corresponderá a un modelo pequeño, identificado como proyecto S-18, que estaría en el rango entre los modelos Gol (Volkswagen) y Palio (Fiat), de acuerdo a fuentes conocedoras de las negociaciones.
La operación comenzará con la importación de kits de montajes automotriz y la nacionalización de las piezas vehiculares será gradual, de acuerdo a O Estado de Sao Paulo.
La instalación de Chery en Brasil se espera que sea la antesala para la futura participación productiva de otras marcas del país asiático, como Lifan y se da en el marco de la instalación de nuevas fábricas automotices desde 2012, pertenecientes a Hyundai y Toyota.
Fuente: América Economía (05/08/2010).
Projeto Toyota em SP encolhe e é adiado
A Toyota anunciou ontem que iniciará a construção do prédio de sua nova fábrica, em Sorocaba (SP), em setembro e que no segundo semestre de 2012 ela estará pronta para começar a produzir um novo carro compacto. O que parece um plano de expansão vigoroso da montadora japonesa no país é, na verdade, um recuo.
Há exatos dois anos, no dia 15 de julho de 2008, o presidente da Toyota do Brasil, Shozo Hasebe, anunciou o projeto ao presidente Lula. A equipe econômica do governo foi informada que a produção anual inicial seria de 150 mil veículos, com previsão de chegar a 400 mil unidades, uma das mais altas entre as fábricas de veículos no país. O anúncio de ontem reduz a programação inicial de produção à metade, para 70 mil unidades. Com a matriz sobrecarregada com o trabalho extra para recuperar sua reputação, abalada por sucessivos recalls, a Toyota está sem fôlego para avançar nos países emergentes, como planejava.
A Toyota anunciou ontem que iniciará a construção do prédio de sua nova fábrica, em Sorocaba (SP), em setembro e que terá a estrutura industrial pronta para começar a produzir um novo carro compacto no segundo semestre de 2012. Se levada em conta a postura cautelosa, que sempre norteou a estratégia dessa empresa no Brasil, a notícia significa um novo passo no plano de expansão da montadora japonesa no país. Mas, sob a ótica de um setor em que a maioria dos fabricantes está numa fase acelerada de aumento de capacidade, o anúncio de ontem mostra que a Toyota recuou.
Há exatamente dois anos, no dia 15 de julho de 2008, o presidente da Toyota do Brasil, Shozo Hasebe, anunciou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que as obras de construção da fábrica começariam em 2009, com início de produção dos veículos programada para 2011. À época, a equipe econômica do governo foi informada que o volume de produção anual inicial seria de 150 mil veículos, com 2,5 mil empregos, e previsão de chegar a até 400 mil unidades, uma das mais altas entre as fábricas de veículos no Brasil.
O anúncio de ontem reduz a programação inicial de produção à metade, para 70 mil unidades, o que deixa a linha do futuro carro compacto da Toyota, na unidade de Sorocaba, do tamanho praticamente igual ao da fábrica de Indaiatuba, onde a empresa produz o modelo Corolla, um carro de médio luxo. O investimento a ser feito em Sorocaba, de US$ 600 milhões – confirmado ontem, por meio de comunicado à imprensa – coincide com o que havia sido anunciado ao governo federal. Mas o número de empregos também encolheu, para 1,5 mil.
A desaceleração dos projetos de Toyota no Brasil ocorre no momento em que a empresa tem a reputação abalada, depois dos sucessivos recalls, que já somaram mais de 8 milhões de veículos em todo o mundo. Os episódios que afetaram a imagem da montadora, que também enfrenta mais de 200 processos relacionados a acidentes, chocaram a comunidade automotiva, que havia feito da Toyota um exemplo de fabricante de veículos com produtividade, qualidade, lucro e livre da dependência de parcerias com outras montadoras.
O trabalho extra que pesa agora sobre a matriz para resolver os problemas com a imagem e a qualidade dos seus veículos deixa a companhia sem fôlego para o plano recente de avançar nos mercados emergentes. As operações da Toyota em todo o mundo, incluindo o Brasil, são demasiadamente dependentes da matriz. Trata-se de uma empresa que delega pouco poder às filiais e muito menos às equipe de engenharia fora do Japão – ao contrário do que concorrentes como General Motors, Volkswagen e Ford estão fazendo.
O redimensionamento do projeto poderá frustrar as expectativas em Sorocaba. As obras de terraplenagem no terreno de 3,7 milhões de metros quadrados, na rodovia Castelo Branco, que começaram nas primeiras semanas de 2009, davam até agora a impressão, a quem passava pela rodovia, de que um enorme investimentos estava prestes a nascer.
A administração municipal também se preparou para um avanço tecnológico jamais visto em Sorocaba, uma cidade de 600 mil habitantes. A prefeitura coordenou um trabalho de aparelhamento das escolas e tem projetos de criação do chamado parque tecnológico, no entorno da Toyota, para abrigar centros de treinamento e prováveis fornecedores da montadora.
Para poder ampliar a participação no mercado brasileiro, a marca japonesa precisa começar a produzir carros pequenos. O automóvel que será produzido em Sorocaba é um modelo novo, destinado exclusivamente para mercados emergentes. A empresa terá uma linha de montagem do mesmo modelo também na Índia, numa fábrica que será uma espécie de irmã gêmea da unidade em Sorocaba.
Os planos para o Brasil pareciam ainda mais ousados no início da década, quando a montadora chegou a anunciar que se preparava para alcançar uma participação de 10% no mercado brasileiro em 2010 – fatia praticamente três vezes maior do que a de hoje. Para isso, prometeu, trabalharia no desenvolvimento de novos produtos, principalmente carros pequenos.
Fuente: Valor Econômico (16/07/2010).
O grupo Fiat passou os dois últimos anos aumentando o índice de nacionalização de peças para a fábrica de motores em Campo Largo (PR) que comprou em 2008. Conseguiu diminuir a dependência de itens importados de 30% para 10%. “No próximo ano vamos chegar a 5%”, diz Alfredo Altavilla, principal executivo da FPT – Powertrain Technologies, a divisão do grupo italiano que produz motores.
Segundo Altavilla, um trabalho que chama de reengenharia abriu espaço para ampliar as compras de peças no mercado brasileiro. “O parque de fornecimento de motores do Brasil é um dos melhores do mundo”, afirma.
Com o novo empreendimento, o grupo Fiat conseguiu dar diversos passos. O mais importante é o fim da dependência de motores da categoria médio porte da GM. A unidade de Campo Largo será responsável pelas versões 1.6 e 1.8. Até aqui, a filial brasileira da Fiat Automóveis dependia de fornecimento da montadora americana, como parte de acordo da antiga da joint venture mundial entre as duas multinacionais.
Com uma nova fábrica de motores, o grupo italiano também consegue mais fôlego para produzir veículos na América do Sul. A unidade da FPT no Paraná permite um aumento de cerca de 20% na capacidade no Mercosul, num total de 2,5 milhões de sistemas de propulsão por ano. O grupo continuará produzindo motores em Betim (MG), de onde saem os carros, e em Sete Lagoas (MG), onde são feitos caminhões e veículos comerciais.
A unidade em Campo Largo também representa a primeira experiência produtiva do grupo italiano no Brasil fora de Minas Gerais. Ali foram investidos R$ 250 milhões para uma capacidade inicial de 330 mil motores por ano, com 350 empregados. Para 2012, a meta da empresa é chegar a 400 mil unidades e 500 trabalhadores.
Outro avanço é a capacidade exportadora. Segundo Altavilla, 40% da produção em Campo Largo deverá seguir para outros países. Isso inclui a possibilidade de vendas para a Europa. “O câmbio de hoje não ajuda, mas nós não pensamos no curto prazo”, diz. O executivo não detalha a possibilidade de a fábrica brasileira fornecer motores para a Chrysler, nos EUA, cujo controle pertence hoje à Fiat.
A inauguração fecha um longo episódio. A fábrica de Campo Largo foi comprada pela Fiat depois de um período de baixa produção. A instalação pertenceu à Tritec Motors, resultado de joint venture entre Chrysler e BMW que produzia motores para os modelos Chrysler PT Cruiser e o BMW Mini Cooper.
Fuente: Valor Econômico (01/07/2010).
Segundo estudo da PricewaterhouseCoopers, desempenho é o menor entre os países do Bric; China deve crescer 40% no mesmo período.
O Brasil tornou-se neste ano o quarto maior mercado mundial de automóveis, mas a capacidade da indústria deverá crescer em ritmo comedido nos próximos anos. No chamado Bric, o grupo de países composto também por Rússia, Índia e China, o Brasil será o que menos ampliará sua capacidade de produção automotiva até 2015, segundo projeção da consultoria PricewaterhouseCoopers. Segundo a empresa, o País elevará sua capacidade em apenas 6,7%. A China deve aumentar em cerca de 40%, a Índia, 15%, e a Rússia, 6,8%.
Brasil avançará 6,7% na capacidade de produção automotiva até 2015
A estimativa da Price foi feita com base nos investimentos já anunciados pelas montadoras para o período. Até 2015, os aportes previstos pelo setor no País devem chegar a R$ 40 bilhões, mas a quantia não será suficiente para que o avanço seja tão relevante quanto os de China e Índia. “Quando um anúncio de investimentos é feito, vale lembrar que apenas parte daquela quantia é destinada à capacidade de produção”, disse Paulo Petroni, sócio-diretor da Price.
As montadoras instaladas no Brasil estão trabalhando atualmente no limite de sua capacidade produtiva. A maioria delas utiliza 90% da capacidade – o ideal, segundo especialistas, seria o uso de 70%. Segundo Petroni, esse cenário é ideal para que as companhias invistam no aumento de capacidade de fabricação de novos modelos de veículos. “O mercado interno está crescendo em ritmo acelerado, o que é muito favorável para todos os setores, inclusive o automotivo”.
Os investimentos anunciados pelas montadoras nos últimos meses mostram que muitas delas estão focadas na ampliação de sua capacidade produtiva. Dependendo dos próximos investimentos anunciados, a pequena evolução de 6,7% pode ser superada – e o Brasil, assim, teria como ampliar os números da atual previsão, diz Petroni.
As montadoras estão de olho no aumento da capacidade produtiva. A General Motors (GM), por exemplo, pretende aumentar em 30% a capacidade da sua fábrica em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, até 2012. Os investimentos previstos para a unidade giram em torno de R$ 2 bilhões. A Ford anunciou recentemente aportes de R$ 4,5 bilhões para sua fábrica em Camaçari (BA) para os próximos cinco anos. O investimento vai ampliar a linha de produção do modelo Ecosport, que começará a ser exportado para outros países.
Na mesma esteira, a Fiat também vai destinar, só este ano, cerca de R$ 2 bilhões para a criação de 15 novos modelos de veículos. Com o investimento, a montadora pretende fechar o ano com a produção de mais de três mil carros por dia e quase 1 milhão este ano. “Em 2005, a Fiat produzia cerca de dois mil carros por dia. Este ano, já estamos produzindo 3,2 mil. A cada 20 minutos, um carro é feito”, afirmou Mauricélio Faria, gerente geral de logística da montadora na América Latina.
O Brasil é atualmente o quarto maior mercado mundial de automóveis, atrás somente da China, Estados Unidos e Japão. Até maio deste ano, cerca de 1,3 milhão de veículos foram vendidos no País. Até o final do ano, mais de três milhões devem ser comercializados no País.
Fuente: Daniela Barbosa IG (25/06/2010).
Em meio às discussões sobre concessão de benefícios para carros elétricos, representantes da indústria automobilística pedem ao governo incentivo fiscal para os veículos bicombustível.
Os ministros da Fazenda, do Desenvolvimento e da Ciência e Tecnologia devem se reunir amanhã para discutir a política de incentivo à produção do carro elétrico no Brasil. O programa pode ser ampliado para incluir estímulos para a produção de veículos bicombustíveis (flex).
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) pressiona pela redução definitiva de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros flex, para estimular o uso do etanol como combustível. O anúncio dos benefícios aos carros elétricos, que seria feito pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, há cerca de duas semanas, foi suspenso em cima da hora por determinação do presidente Lula. O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, apresentou a ponderação de que o plano deveria incluir incentivos aos carros flex.
Segundo apurou o Estado, a primeira versão do estudo elaborado pelo Ministério da Fazenda fazia menção ao etanol em apenas uma linha. Depois cresceu para um parágrafo na versão final que seria apresentada por Mantega. “O etanol era ignorado”, disse uma fonte do governo.
Um interlocutor do setor automotivo disse que o ideal era que houvesse a redução definitiva de IPI para carros flex. Em abril, as alíquotas voltaram ao patamar original, depois de ficarem mais baixas por 15 meses para ajudar o setor a recuperar as vendas.
Avanço. A Anfavea argumenta que só conseguiu o quarto lugar em vendas no mundo, desbancando a Alemanha, porque recebeu o incentivo. A redução do IPI ajudaria a deslanchar as vendas domésticas, diz, mas não teria o mesmo impulso nas importações de automóveis. Pelas regras da Organização Mundial de Comércio (OMC), a desoneração de IPI tem de valer para carros nacionais e importados.
A fonte do governo acredita que o pleito da Anfavea tem chance de ser aceito. Lembrou que o setor perderá o redutor de 40% nas alíquotas do imposto de importação de autopeças. “É um momento em que a Anfavea pode tentar trocar uma coisa pela outra”, diz. Com o fim do redutor, a alíquota do imposto, que varia entre 8,4% e 10,8%, voltará para uma faixa entre 14% e 18%.
O ministro Miguel Jorge afirmou no programa Bom Dia Ministro que a falta de países compradores do etanol brasileiro “é uma das razões pelas quais não devemos incentivar tanto o desenvolvimento do carro elétrico e, sim, dos carros flex fuel e também dos veículos coletivos movidos a biodiesel e etanol, para aproveitar de maneira mais eficiente a nossa produção de etanol, que é a maior do mundo”.
Fuente: O Estado de Sao Paulo (15/06/2010).
O nível de utilização de capacidade utilizada (Nuci) da indústria de transformação caiu de 85,1% em abril para 84,9% em maio, na primeira queda desde janeiro de 2009, na série com ajuste sazonal. O movimento é um sinal da desaceleração da atividade no segundo trimestre, mas mostra acomodação num patamar elevado. O recuo foi puxado pelos setores de bens de consumo e bens de capital. O aumento da utilização de capacidade, porém, foi forte nos segmentos de bens intermediários (insumos como aço, produtos químicos e celulose) e principalmente de material de construção. Os resultados são da Sondagem da Indústria de Transformação da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que revelaram também um aumento do apetite das empresas por contratações.
Para o coordenador técnico da sondagem, Jorge Braga, o desempenho de maio indica que a situação na indústria segue aquecida, especialmente por causa do mercado interno. “O Nuci teve uma pequena queda, mas continua num nível elevado.” Embora esteja abaixo do recorde de 86,7% atingido em junho de 2008, está acima da média do período de 2004 a 2008, quando a economia cresceu a um ritmo forte.
Segundo ele, o fim das desonerações tributárias promovidas pelo governo para veículos e eletrodomésticos de linha branca ajudam a explicar a redução do Nuci. Depois das fortes vendas no primeiro trimestre, houve retração em abril e maio, o que levou a um encolhimento da produção. A utilização de capacidade na linha branca, no qual algumas empresas chegaram a dar férias coletivas para seus trabalhadores, caiu de 92,3% em abril para 76% em maio. No setor de material de transporte, que inclui os veículos, o Nuci recuou de 89,7% para 89,4%.
A queda da utilização de capacidade da indústria também se deveu ao recuo no setor de bens de capital, de 83,4% para 82,8%. Segundo Braga, pesaram aí as férias coletivas concedidas por uma grande empresa que produz equipamentos para a agricultura.
O recuo, porém, não foi generalizado, como indica o resultado de bens intermediários e especialmente de material de construção. Nesse setor, o Nuci subiu de 89,4% para 91,6%, o nível mais alto da série iniciada em 1993. A atividade na construção está muito aquecida, como comprovam também a forte criação de empregos e os elevados aumentos de salários. Para o analista-sênior do BNP Paribas, Diego Donadio, o Nuci de maio mostrou estabilização num patamar elevado da ocupação de recursos na indústria. A maturação recente de investimentos também pode ter levado à leve redução da utilização de capacidade em maio.
Braga também chama a atenção para o aumento do número de empresas dispostas a contratar funcionários: em maio, 34,5% das 1.199 companhias consultadas informaram que pretendem aumentar o número de funcionários nos próximos três meses. É o maior percentual desde os 34,9% de junho de 2008. É um indicador bastante positivo, por indicar a aposta das empresas na continuidade do crescimento robusto nos próximos meses.
O índice de confiança da indústria, por sua vez subiu 0,7% em maio, para 116,1 pontos, o terceiro maior nível da história. Houve uma pequena piora na percepção da situação atual, mas uma melhora das expectativas quanto ao futuro. (Com Folhapress, de São Paulo)
Fábrica recebeu mais R$ 700 milhões do plano de investimento e fará 4 novos modelos até 2012, um deles ainda este ano
A fábrica da General Motors em São Caetano do Sul (SP) vai produzir quatro novos modelos até 2012. Um deles, provavelmente um utilitário-esportivo que será totalmente desenvolvido no Brasil para lançamento daqui a dois anos, também será feito na Indonésia e em outro país da Ásia, seguindo a tendência dos chamados carros globais.
Para desenvolver e produzir esse veículo, a montadora destinou à unidade mais R$ 700 milhões, concluindo assim a divisão do programa de R$ 5 bilhões de investimentos anunciado para o período de 2008 a 2012. “Por enquanto, estamos utilizando apenas nosso fluxo de caixa, mas já temos pré-aprovados recursos (de bancos públicos) aos quais poderemos recorrer, se necessário”, disse o presidente da GM do Brasil, Jaime Ardila.
Com esse aporte, a fábrica do ABC paulista ficará com a maior parcela do plano quinquenal do grupo (R$ 2,05 bilhões). O primeiro produto resultante desse investimento será lançado nos próximos meses. Trata-se da picape derivada do Agile.
A unidade emprega hoje cerca de 10 mil trabalhadores e novas vagas devem ser abertas ao longo dos próximos meses, mas a GM não informou números.
Os outros modelos a serem feitos em São Caetano são dois sedãs. As apostas do mercado são para mais um derivado de Agile e o Cruze, que deve substituir o Vectra. A montadora produz na unidade os modelos Astra, Vectra e Classic e tem capacidade para 220 mil veículos ao ano em dois turnos, hoje toda ocupada, segundo Ardila. Com o investimento, a capacidade será ampliada para 280 mil automóveis.
Ao todo, a GM planeja oito novos modelos até 2012, quando concluirá a renovação da gama de produtos. A fábrica de Gravataí (RS) ficou com R$ 1,4 bilhão do plano de investimento e produzirá dois novos carros, um deles o substituto do Celta. A unidade de São José dos Campos também fará dois novos modelos, com R$ 800 milhões. O restante será gasto no Centro Tecnológico de São Caetano, no Campo de Provas de Indaiatuba e na fábrica de peças de Mogi das Cruzes.
A GM do Brasil é a terceira maior operação do grupo, depois dos EUA e da China. Mesmo no auge da crise da matriz ? que há um ano pediu concordata e voltou a operar no azul após reestruturação ?, a filial foi liberada de enviar dividendos e pôde reaplicar seus ganhos no País. “Este é o nosso quarto ano seguido de lucro”, informou o vice-presidente José Carlos Pinheiro Neto, que não revela números.
Mercado. Ardila projeta que as vendas totais em maio devem ficar entre 245 mil e 250 mil veículos, queda de 10% a 12% sobre o mês anterior, que já foi 21,5% menor que março, mês recorde, com 353,7 mil unidades. “Abril e maio foram menores em vendas do que projetávamos, mas trata-se de uma ressaca após o fim dos benefícios”, diz o executivo. A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que vigorou por mais de um ano, terminou em 31 de março.
Ardila diz que, a partir de junho, as vendas vão se situar na casa de 260 mil unidades ao mês e que o ano fechará com 3,3 milhões de veículos. Sua projeção é um pouco abaixo daquele feita pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), de 3,4 milhões.
Ardila viu “com espanto” a notícia de que a Vale vai reajustar em 35% o minério de ferro em julho. Segundo ele, montadora e fornecedores pagaram este ano aumentos de 20% a 30% no aço. “É impossível absorver esses custos. Quem vai pagar a conta é o consumidor.”
Fuente: o Estado do S. Paulo. (01/06/2010).

