You are currently browsing the category archive for the ‘Mundo’ category.
A valorização do real começa a levar os fabricantes de automóveis a apelar para conexões com países vizinhos para diminuir o custo da exportação. A Renault planeja vender no México o modelo Duster, que será produzido no Brasil no próximo ano. Mas, ao descobrir que fica mais barato abastecer o mercado mexicano a partir da Colômbia, a empresa decidiu transferir esse contrato de São José dos Pinhais (PR) para Medellín. O lado pitoresco da operação é que a fábrica colombiana basicamente monta veículos com componentes comprados principalmente do Brasil.
“Ao fazer a equação percebemos que não somos competitivos na produção desse veículo no Brasil para enviá-lo ao México”, diz o vice-presidente mundial da Renault para a região Américas, Denis Barbier. Segundo o executivo, a diferença de custo entre a exportação do Brasil e da Colômbia, no caso, fica entre 500 e 700 por veículo. “No Brasil, somos penalizados pelas pressões de custos”, diz Barbier, ao apontar não apenas a valorização da moeda brasileira como também aumentos de preços de matéria-prima, como aço, e reajustes salariais.
A fábrica que a Renault possui na Colômbia funciona basicamente com montagem. Além do Brasil, a linha recebe peças da fábrica na Romênia. Com uma produção de veículos ainda tímida, a a rede de fornecimento de peças colombiana é insuficiente. Por isso, as montadoras operam no sistema chamado CKD, que monta os carros com kits importados.
Com pouco mais de 200 mil veículos, o mercado colombiano equivale a menos de um mês de vendas no Brasil. Metade sai das fábricas instaladas no país.
A Renault tem interesse em reforçar presença no México, onde começa, aos poucos, a elevar a participação, que estava em 1,5% no ano passado e agora chega a 2,5%. O Duster, modelo já vendido na Europa e que será produzido no Brasil a partir do segundo semestre de 2011, é um utilitário que vai concorrer no segmento do Ecosport, da Ford.
A decisão da Renault de desviar a exportação que caberia à filial brasileira para a unidade colombiana reforça posição de executivos de outras montadoras, que se queixam da dificuldade em continuar vendendo para o México em razão da valorização do real.
O mercado mexicano prometia ser um dos principais destinos dos veículos fabricados no Brasil em razão do acordo comercial fechado há oito anos e também da estratégia das montadoras com fábricas nos dois países. O México ocupou o segundo lugar nas exportações de veículos do Brasil, em 2009, com 57 mil unidades, atrás da Argentina, principal destino, com 270 mil unidades.
Há um ano, a Renault decidiu escalar um dos vice-presidentes para cuidar exclusivamente da região Américas, na qual a operação brasileira tem maior peso. A montadora não participa do mercado dos Estados Unidos. Com a venda de 300 mil veículos da marca na América Latina, a fatia do Brasil está em 50% . Apesar disso, a participação no mercado brasileiro na média do ano ainda é de 4,6% .
Barbier está, no entanto, otimista porque nos últimos resultados mensais, o índice subiu para 5,4%. Ele reconhece que a concorrência das marcas asiáticas será forte, principalmente no segmento de carros mais baratos. A Renault, diz, tem feito pesquisas para estudar como atender melhor um segmento de mercado que cresce à medida que recebe consumidores que começam agora a comprar carros novos.
Fuente: Valor Econômico (28/10/2010).
Veículos: Montadoras deixam de exportar a partir de fábricas brasileiras e dão preferência às de outros países
Christian Meunier, presidente da Nissan, diz que valorização da moeda é um dos motivos por que a montadora não tem vendido para nenhum país fora do Brasil
Com a valorização do real, as montadoras começam a reduzir as exportações para o México, um mercado que há até pouco tempo era visto pelo setor como um dos mais promissores, em razão do acordo de intercâmbio comercial fechado entre os governos dos dois países há oito anos. Segundo o diretor de exportações da Fiat, Carlos Eugênio Dutra, é mais barato para a montadora hoje abastecer o mercado mexicano a partir da Europa do que do Brasil.
“Há muita concorrência no mercado do México, um país que já fez acordos de intercâmbio de veículos com diversos países. Nosso câmbio torna o carro brasileiro muito caro e inviabiliza a exportação”, diz Dutra. A Fiat começou a produzir no Brasil o Bravo, um hatch médio que também é fabricado na Europa. Nesse caso, por exemplo, segundo a montadora, a venda do Brasil para o México ficaria mais cara do que o carro exportado pela Europa.
A Renault enfrenta situação igual. Segundo o presidente da montadora francesa no Brasil, Jean-Michel Jalinier, a empresa gostaria de poder vender para os mexicanos o modelo Sandero, por exemplo, feito em São José dos Pinhais (PR). Mas a valorização da moeda brasileira inviabiliza o plano. “Há um tempo atrás tentamos exportar algumas unidades do Logan, mas não conseguimos continuar. A conta não fechou”, afirma.
O câmbio foi uma das principais queixas da indústria automobilística, ontem, na apresentação do 26º Salão do automóvel. As diferenças entre moedas preocupam não apenas as empresas que exportam como as que importam.
O presidente da Toyota, Shozo Hasebe diz que uma montadora que exporta e também importa enfrenta problemas em duas frentes. Ele explica que, além de o real valorizado reprimir suas vendas ao exterior, a filial brasileira da Toyota, que importa veículos do Japão, sofre com a valorização do iene. “A moeda da Coreia está mais barata, o que faz com que as marcas coreanas consigam ser mais competitivas em mercados como o Brasil”.
“Não temos como competir no México e também em outros mercados porque as moedas da China e da Coreia estão desvalorizadas”, afirma Marcos de Oliveira, presidente da Ford. Ele lembra como a exportação vem caindo na indústria automobilística brasileira. Há cinco anos, o Brasil exportava o equivalente a 30% da produção de veículos. Em 2010, deverá ficar em torno de 18%, no máximo. A indústria automotiva brasileira vai fechar o ano com déficit comercial de US$ 5,7 bilhões neste ano, o mais alto na história, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos.
O quadro também preocupa o presidente da Mercedes-Benz, Jurgen Ziegler. A montadora alemã destina a mercados externos cerca de 15% da sua produção de caminhões e 50% da de ônibus. “A combinação da questão cambial com a pressão de custos, com reajustes na mão de obra e outros insumos, tira a nossa competitividade”, diz.
As exportações também caíram na Honda. “Estamos vendendo apenas para Argentina e alguns países da América do Sul”, diz o vice-presidente comercial, Issao Mizoguchi. “Com esse câmbio, as marcas que só importam ganham duplamente porque concentram a produção em uma fábrica do mundo, ganhando escala em relação às companhias que dividem as linhas em vários países”.
A Nissan não tem vendido para nenhum país fora do Brasil e, segundo seu presidente, Christian Meunier, a valorização da moeda é um dos motivos. Ontem, a Nissan apresentou o March, carro popular, com motor 1.0, que será vendido no Brasil no fim de 2011. O veículo, que também chegará na versão 1.6, será, aliás, importado do México. Com esse carro, a Nissan quer dobrar sua fatia no mercado brasileiro, de 1%, por enquanto.
Outro estande que chama a atenção no salão do automóvel, que será aberto ao público amanhã, é o da Hyundai, representada, por enquanto, pela CAOA, do empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade. Ele, que já é dono de 60 das 170 concessionárias da marca coreana, confirmou que está negociando com três marcas chinesas que o procuraram para parcerias. “Mas vou tomar o cuidado de só fechar com a empresa que tiver linhas de produtos diferentes da linha Hyundai”, disse.
Fuente: Valor Econômico (26/10/2010).
La industria automotriz motoriza a la economía azteca. Ya anunciaron inversiones por u$s 4.400 millones en los próximos cuatro años
Cuando uno ingresa a la planta industrial que tiene Volkswagen en Ciudad de México, lo que se observa es cómo va tomando forma la columna vertebral de la recuperación de la economía azteca, tan impulsada por las exportaciones.
Es aquí donde las prensas de 18 toneladas descienden sobre láminas de acero importadas desde Asia y las ondulan para armar los paneles que formarán luego la carrocería de cada uno de los VW Jetta nuevos que llegarán a todo el mundo.
La recuperación de México ha sido rápida. El año pasado, la economía se contrajo 6,5%, el peor desempeño de América latina, y del país desde 1932.
Este año, el ministro de Finanzas estima que el crecimiento será de 4,5%. Y la mayor parte de eso proviene de las exportaciones, que ahora representan aproximadamente una tercera parte del PBI, comparado con una cuarta parte hace dos años.
Las ventas de automóviles al extranjero se han acelerado. Alcanzaron a 1,4 millones de unidades hasta septiembre, 71,2% más que el año pasado y 10,5% más que 2008, el mejor año de su historia.
Dado que la mayor parte de la economía interna todavía tiene problemas tras la contracción del año pasado, y que la administración de centroderecha del presidente Felipe Calderón está envuelta en una sangrienta guerra contra los carteles de las drogas, la industria automotriz mexicana se convirtió en un símbolo de esperanza mientras los fabricantes abren turnos de trabajo adicionales para satisfacer la demanda proveniente del exterior.
Sergio Martin, economista jefe en HSBC en la Ciudad de México, señaló que los vehículos representan el 15% de las exportaciones totales del país y han brindado una de las fuentes de crecimiento más importantes desde que comenzó la recuperación económica.
La expansión beneficia principalmente a los vehículos compactos y subcompactos porque los fabricantes están descubriendo que México ofrece una de las mejores plataformas de exportación para satisfacer la creciente preferencia que en todo el mundo muestran los consumidores por los autos más chicos y baratos.
Además de la inversión de u$s 1.000 millones que hizo VW para desarrollar y producir el nuevo Jetta en México, Ford este año convirtió su planta de estampado y ensamble en un centro de producción para su modelo compacto Fiesta, que se venderá en América del Norte.
Desde 2008, Ford invirtió cerca de u$s 3.000 millones en México, incluyendo la ampliación de 25.800 metros cuadrados en Cuautitlán con sus cinco nuevas prensas y 270 robots, una planta nueva de motores gasoleros ubicada en el norte del estado de Chihuahua y una fábrica nueva que abastece transmisiones automáticas para el nuevo Fiesta.
Mientras tanto, Chrysler anunció este año que desembolsará u$s 550 millones en México para comenzar a producir el Fiat 500. Según la compañía, se fabricarán 100.000 Fiats por año, la mitad de los cuales irán directo a América del Norte y la otra mitad a América del Sur. La producción comenzaría en diciembre.
En julio, cuando Carlos Ghosn, presidente de Nissan Motor visitó México, confirmó que la segunda economía más grande de Latinoamérica sería uno de sus únicos cuatro centros globales de fabricación para el Nissan March, el nuevo compacto de la compañía.
También señaló que la automotriz producirá otros dos modelos compactos, los cuales todavía no tienen nombre. La inversión total para los proyectos nuevos, que se espera elevarán la fabricación total de autos Nissan en México a cerca de 500.000 unidades por año, asciende a una cifra cercana a u$s 600 millones.
Según el ministro de Economía, las automotrices anunciaron inversiones por u$s 4.400 millones para los próximos cuatro años. Thomas Karig, vicepresidente de relaciones corporativas en VW en México, señaló que la necesidad de bajar los costos de los autos más baratos es uno de las principales motivos por los que varias compañías, incluyendo la suya, están eligiendo a México como país para desarrollar sus modelos compactos y subcompactos. Como era de esperar, la mano de obra barata forma parte de esa receta.
Sin embargo, Lorenza Martínez, secretaria del ministerio de Economía, señaló que los cuarenta y pico de acuerdos que tiene México con otros países lo convirtieron en un lugar barato para que los fabricantes importen materiales y exporten vehículos terminados, en particular a Estados Unidos y Canadá en el marco del NAFTA, el acuerdo de libre comercio norteamericano.
“Somos el único país con acceso preferencial a dos terceras partes del PBI del mundo”, aclaró Martínez. Si México fuera nuevo en la producción automotriz, la mano de obra barata y el acceso preferencial a mercados no serían factores suficientes y los desafíos para las compañías serían considerables. Pero la industria azteca tiene décadas, y ofrece una importante reserva de mano de obra calificada.
Ese know-how, afirmó José Muñoz de Nissan México, no sólo creó eficiencia sino también permitió que los fabricantes comiencen a emplear ingenieros mexicanos en la etapa de diseño de modelos nuevos.
Fuente: El Cronista Comercial. (25/10/2010).
A montadora chinesa Dongfeng Motor Corporation vai começar a vender seus veículos no Brasil e planeja, numa segunda etapa, abrir uma fábrica local. Executivos da companhia e uma delegação da província chinesa de Hubei estiveram ontem em São Paulo e se encontraram com empresários e com o presidente da Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade – Investe São Paulo, Mario Mugnaini Jr.
O vice-gerente-geral da Dongfeng, Zhou Qiang, apresentou a estrutura da empresa e os planos de expansão. “A internacionalização não é apenas uma escolha, mas uma necessidade. Queremos que o Brasil seja nossa porta de entrada para a América do Sul, já que é o país mais forte na América Latina”, disse Qiang por meio de uma nota.
No encontro, foi assinado um acordo de cooperação com um parceiro que representará a marca no Brasil, o grupo Ipanema, que atua na área de revendas de veículos.
A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) apresentou aos chineses um balanço dos veículos automotores no mercado brasileiro. Já o presidente da Investe São Paulo mostrou as vantagens competitivas de São Paulo e os incentivos que o governo paulista oferece para indústrias do setor automotivo.
“Além de fatores como logística, condições de infraestrutura, recursos humanos e mercado consumidor, o Estado possui o Programa Estadual de Incentivo ao Investimento pelo Fabricante de Veículo Automotor (Pró-Veículo), que prevê a suspensão do pagamento do ICMS para a aquisição de mercadorias, equipamentos, partes e peças”, afirmou Mugnaini.
Recentemente, outro grupo chinês, o Chery, anunciou a construção de uma fábrica em Jacareí (SP), com previsão de início de operações em 2013. O projeto vai consumir investimentos de cerca de R$ 700 milhões.
Fuente: O Estado de S. Paulo (21/10/2010).
La automotriz francesa Renault podría alcanzar un nivel de ventas fuera de Europa de 50% de los volúmenes totales hacia el 2013 si se mantiene la tendencia actual, dijo el lunes presidente operativo Patrick Pelata al diario Le Figaro.
Debido a que la demanda de autos nuevos en Europa se estancó después de que fueran retirados los programas de incentivos por chatarras, las automotrices están mirando cada vez más a los mercados emergentes en auge para su crecimiento.
Pelata dijo que el 11% de las ventas de Renault provinieron de fuera de Europa en 1999, y actualmente el 40% proviene desde fuera de esa región. Si la tendencia actual continúa, esto podría crecer al 50% hacia el 2013, dijo.
En total, la automotriz vendería este año cerca de 2.5 millones de autos, dijo Pelata, un aumento frente a los 2.3 millones del año pasado.
La semana pasada, Pelata dijo a periodistas en Paris que era ligeramente más optimista sobre las perspectivas de los mercados europeos para este año.
La automotriz predijo una caída de entre el 7 y el 9% para este año, pero Pelata dijo que la caída estaría más cerca el 7 que del 9 por ciento.
No obstante, Pelata dijo a Le Figaro que el mercado registraría una “significativa caída” el año próximo.
Pelata dijo que Renault, cuyo socio en alianza es la japonesa Nissan Motor Co Ltd, no perdería la confianza en el sector Premium.
La automotriz ya ha dicho que lanzará una nueva versión del Espace. También está buscando un sucesor para el Vel Satis, el cual saldrá a la venta al mismo tiempo que el nuevo Espace, en el 2013-14 si hubiera sido lanzado, dijo Pelata.
Fuente: Reuters (20/10/2010).
Veículos: Montadoras elaboram estudo que compara o Brasil com outros países para entregar ao novo governo
Não é de hoje que a indústria automobilística tem como prática pedir incentivos aos governantes. Em todos os países. O presidente que os brasileiros vão eleger daqui a 13 dias não escapará dessa rotina. Amparadas pela cadeia de fornecedores, as montadoras começaram a preparar um estudo sobre os riscos de o país perder competitividade na fabricação de veículos. Espera-se que o trabalho esteja concluído daqui a dois meses e sirva de base para convencer o próximo governo sobre a necessidade de o dinheiro público mais uma vez proteger as instalações industriais do setor no país.
A argumentação que a indústria automotiva prepara para voltar a bater às portas do poder público se sustenta em um descompasso: ao mesmo tempo em que os volumes de exportações do setor encolhem, cada vez mais brasileiros circulam pelo país com carros importados.
Ninguém, no setor, discorda da evidência de que o real valorizado tem peso nesse resultado. Mas os executivos têm certeza de que outros fatores ajudam a distanciar o Brasil de concorrentes como a Índia, também na disputa pelos investimentos. Ou como China e Coreia, que, nos primeiros nove meses do ano, conseguiram, juntas, abocanhar 26,5% das vendas de modelos estrangeiros no Brasil, apesar de a isenção do Imposto de Importação de 35% se limitar apenas a veículos produzidos no Mercosul ou México. Nos próximos dias, uma delegação da montadora chinesa Dongfeng virá ao Brasil em busca de parceiros para exportar veículos com a promessa de futuramente erguer uma fábrica no país.
Passar a ser exportador de inteligência automotiva poderá ser uma saída”, diz Belini, presidente da Anfavea
A maior parte dos carros importados hoje vem dos países com os quais o Brasil tem acordos. E é feita pelas próprias montadoras, que têm fábricas espalhadas nessas regiões. Mas veículos produzidos fora das regiões com as quais o Brasil fez acordos de intercâmbio livre de impostos estão chegando ao país a preços competitivos, o que preocupa o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini. O Brasil importou 142,3 mil veículos em 2006 e em 2010 deverá chegar a 643 mil. “Mas nesse mesmo período, os volumes que vêm da Coreia e China cresceram 1.382%”, afirma Belini.
Para o executivo, o posto de quarto maior mercado de veículos do mundo, recentemente conquistado pelo Brasil, começa a deixar de ser um orgulho quando passa a ser a razão que atrai a entrada de concorrentes que produzem em outras partes do mundo.
O presidente da Mercedes-Benz no Brasil, Jürgen Ziegler, aponta o crescimento das exportações como grande desafio. Para ele, o setor automobilístico vive hoje da demanda do mercado local. “Mas em cinco ou oito anos, os mercados da América do Sul não serão suficientes. Os chineses, por exemplo, não se limitam aos mercados próximos”, afirma.
Os dirigentes das montadoras no Brasil querem vasculhar as condições competitivas que envolvem a concorrência, principalmente da Ásia. Os dados engrossarão o estudo que, obviamente, conterá também uma lista dos motivos que desfavorecem a produção no Brasil. Nessa relação, entrarão queixas frequentes de empresas não apenas do setor automotivo, como dificuldades logísticas, problemas na infraestrutura, alta carga de taxas na folha de salários, excesso de burocracia… Tudo o que, enfim, se resume no conhecido custo Brasil.
As comparações entre os ambientes que cercam o setor no Brasil e em outros países serão, então, exibidas ao governo, acompanhadas das reivindicações de incentivo. A Anfavea contará com a ajuda de uma consultoria para elaborar a pesquisa.
Os executivos são unânimes na avaliação de que o Brasil já não pode ser considerado um país de baixo custo. Perdeu posição para regiões como Índia e Leste Europeu. Conta, por outro lado, com uma história de seis décadas de produção de veículos e, por isso, é dono de um conhecimento que poucos, entre os novos concorrentes, dominam, por enquanto. “É um país muito mais maduro, com expertise em diversas áreas, incluindo o acompanhamento da redução de emissões, com o consagrado desenvolvimento dos motores flex”, afirma Belini.
O estudo deverá seguir essa linha de raciocínio. “Passar a ser um exportador de inteligência automotiva pode ser uma saída”, afirma Belini. Segundo explica, o estudo, que, como diz, será amplo e profundo, deverá contemplar a “busca de políticas estruturais de competitividade, de estímulo à inovação e à manutenção dos investimentos”. “Faremos uma comparação com o que existe no mundo”, completa.
Ser competitivo num momento em que a indústria desvia a produção de veículos para as regiões emergentes ganha importância maior à medida que o setor é obrigado a entrar em novo ciclo de evolução tecnológica. Por vários motivos – que vão da preservação ambiental ao avanço da tecnologia da informação -, o papel do automóvel mudou, o que tornará as próximas fases de desenvolvimento muito mais complexas.
Fuente: Valor Econômico (18/10/2010).
Las compañías del sector esperan que el aumento se registre en facturación y volumen. Además, se estima que, en conjunto, invertirán $ 1800 millones.
La venta de automotores sigue avanzando a un ritmo record. La cantidad de autos patentados durante septiembre creció 38,5 por ciento respecto de igual mes del año pasado, según informó la Asociación de Concesionarios de Autos de la República Argentina (Acara). Las empresas autopartistas no se quedan atrás y siguen el ritmo. “Para 2010 se espera un crecimiento en facturación que rondará el 30 por ciento comparado con 2009”, cuenta Juan Cantarella, General Manager de la Asociación de Fábricas Argentinas de Componentes (AFAC).
De este modo, se estima que en conjunto facturarán US$ 6500 millones y la inversión rondará $ 1800 millones, contra los $ 1400 millones de 2009. “Este aumento se debe principalmente al repunte de la producción y de exportación”, explica Cantarella. Y agrega: “De cara a 2011, hay algunas luces amarillas, vinculadas con competitividad: la subas de costos laborales achican el nivel de rentabilidad”.
La AFAC está trabajando en una campaña de difusión denominada “Desarmemos a los que desarman ilegalmente”. La misma cuenta con la participación de ACARA y la Federación Argentina de Cámaras de Comerciantes en Repuestos Automotor (FACCERA). “El objetivo es generar una mayor concientización en toda la sociedad, destacando que quien compra repuestos robados es cómplice del sistema criminal, porque si hay alguien que roba un auto, es porque hay alguien que compra sus autopartes”, explica Cantarella.
Es que la venta ilegal de autopartes afecta al negocio. Según las estadísticas, se roban 62.000 vehículos por año. “Las autopartes que se venden en el mercado ilegal cuestan entre 25 y 30 por ciento menos”, explica Cantarella.
La campaña se dividió en dos etapas: la primera está dirigida contra los desarmaderos ilegales y la segunda, contra repuestos de origen dudoso y garantía desconocida (que se lanzaría durante el desarrollo de Automechanika Argentina del 17 al 20 de noviembre en La Rural).
Fuente: Apertura.com (18/10/2010).
La nacionalización de la automotriz estadounidense General Motors (GM) resultará más cara de lo esperado, indicó hoy un funcionario responsable de los paquetes de rescate.
En tanto, desde Alemania, la firma Daimler anunció que estudia cooperar con su rival italiana Iveco en la producción de vehículos industriales.
En el caso de GM, Neil Barofsky, jefe del Programa de Asistencia a Activos con Problemas (TARP), dijo en una carta publicada en el diario “The New York Times” que para recuperar su dinero el Estado tendría que vender en la bolsa las acciones de la firma en 133,78 dólares.
Sin embargo, ni siquiera en su mejor momento -año 2000-, las acciones superaron los 100 dólares, agregó un cable de la agencia DPA que reprodujo los dichos del directivo.
En tanto, se espera que a fin de año GM vuelva a la bolsa aunque no está claro cuantas acciones entregará el Estado.
El gobierno rescató a GM hace un año con 49.500 millones de dólares y posee el 60,8 por ciento de la firma, pero quiere retirarse de la compañía.
El estado ya recuperó parte del dinero, pero según Barofsky aún faltan 39.700 millones de dólares que deben ser recaudados mediante la venta de acciones.
Por otra parte, la firma Daimler desmintió en el diario económico alemán “Handelsblatt” una versión periodística italiana según la cual estaría negociando con la casa matriz Fiat la adquisición de la división de vehículos industriales, a la que pertenece Iveco.
“En nuestro sector todo el mundo habla con todo el mundo sobre cooperaciones y lo mismo hacemos nosotros”, dijo un portavoz de la automotriz en Stuttgart.
Según el periódico “Handelsblatt”, los directivos de Daimler descartaron la idea de adquirir Iveco por las dificultades que surgirían con las autoridades antimonopolio.
Daimler es líder en el mercado de vehículos utilitarios y camiones de Europa Occidental e Iveco el cuarto mayor.
No obstante, ambas empresas confirmaron haber mantenido contactos.
Fuente: Télam (23/09/2010).
Al dar a conocer el anuncio de inversión de una empresa automotriz por 550 millones de dólares, el presidente Felipe Calderón se congratuló de que nuestro país dé otro paso para consolidarse como polo de atracción de inversiones. Consideró un signo alentador la llegada de esta inversión porque de ese modo en breve la recuperación económica, que ya vive México, se estará sintiendo “poco a poco en los bolsillos de los mexicanos”.
El anuncio para dar a conocer parte de la estrategia de expansión de la empresa “Volkswagen”, fue dado a conocer ante los directivos de la empresa automotriz y el gobernador de Guanajuato, Juan Manuel Oliva, en la residencia oficial de Los Pinos.
Con los recursos, la empresa automotriz construirá una nueva planta en Silao, Guanajuato, donde producirá una nueva generación de motores de tecnología avanzada. Las obras deberán iniciar en octubre para que a partir del 2013 se pueda manufacturar 330 mil motores por año, afirmó el presidente ejecutivo de la empresa automotriz, Otto Lindner.
El Ejecutivo sostuvo que con esta inversión, México además, fortalece su vocación exportadora y logra ampliar su liderazgo en la industria automotriz a nivel mundial.
“Después de la crisis económica mundial, ha habido una recomposición entre las empresas, entre los jugadores en el mercado internacional. Y hay que decir que en el ramo automotriz, México es un país ganador, que registra tasas notables en término de crecimiento de exportaciones y de producción, incluso superiores a las etapas previas de la crisis internacional”, subrayó.
Destacó que actualmente el sector automotriz, que es clave para el desarrollo, es uno de los principales receptores de inversión extranjera directa y representa en su conjunto alrededor del 20% del Producto Interno Bruto Industrial.
Fuente: El Cronista México (23/09/2010).
MEXICO CITY — Volkswagen AG plans to announce tomorrow that it will build an engine plant in Mexico to supply vehicles assembled in North America, a source at the company’s assembly plant in Puebla said today.
A VW spokesman confirmed that the company will make an announcement tomorrow but declined to say what it will concern.
The new plant will supply an existing VW plant in Puebla, 75 miles southeast of Mexico City, and one being built in Chattanooga, Tenn., the source said. The Puebla plant builds the VW Jetta for the United States as well as other models for Mexico and Latin American markets. The Chattanooga plant is scheduled to begin building a new mid-sized sedan early next year.
The passenger-car engines to be produced at the new plant will satisfy U.S. emission standards set for 2013, the source said.
He declined to confirm a local newspaper report that the chosen location is about 250 miles northwest of the Mexican capital, in the central Mexican state of Guanajuato.
The city of Leon edition of the Mexico City newspaper Milenio quoted “federal government sources” as saying Guanajuato state has won the race for the plant. The newspaper said the announcement will be made tomorrow at Los Pinos, the capital’s presidential residence. The Volkswagen source could not confirm where the event will be held.
On a visit to Mexico in July, Jochem Heizmann, a member of Volkswagen Group’s executive council, said the automaker will spend $1 billion in Mexico over three years. He said the group was planning an engine plant in North America but didn’t say where.
Fuente: Autonews.com (21/09/2010).

